Biologia do Amor:
“Crianças adotadas melhoram a cognição e as mal tratadas
registam diferenças no desenvolvimento do cérebro.”
Os afetos,
ou a falta deles, alteram as funções cerebrais, e as experiencias de vida mexem
com a química do corpo humano. No caso dos estudos com oxitocina (hormona) em
autistas, realizados nos Estados Unidos, com um simples spray nasal desta
hormona leva as crianças com dificuldade de ler sinais sociais a olharem para
os outros, estabelecendo ligações normalmente impossíveis. Outro exemplo são as
investigações dos níveis de cortisol (a hormona do stresse), que diminuem
quando a mãe se aproxima do bebé e deixam marcas em caso de maus-tratos. As más
experiências emocionais, sempre presentes nestes casos, deixam marcas que são
visíveis em máquinas de ressonância ou tomografia axial. «O trauma altera as
estruturas neurológicas do nosso cérebro», diz a psicóloga holandesa Anneke
Vinke qua afirma também que as crianças adotadas crescem fisicamente, até a
cabeça fica maior e a cognição também melhora 10% a 15%. Numa família equilibrada,
ao choro do bebé responde-se com atenção, se pelo contrário, á agitação
corresponde um vazio ou uma reação agressiva, o bebé não normaliza os níveis
hormonais. «A falta de afeto leva a duas reações para regular as emoções: ou se
fecham, num comportamento de tipo autista, ou são hiperativos, reagindo a tudo
o que acontece á volta»
«O vinculo
mãe-filho é a base para todas as ligações humanas».
Crianças que
não andavam, não falavam nem ouviam depois de adotados foram para a escola e
aprenderam a andar, a falar e a ouvir com a ajuda de um aparelho.
«Existem
pais adotivos que salvam crianças!»

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